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    Home»Poesia»Colono Preto, Basta!
    Poesia

    Colono Preto, Basta!

    Tenacidade das PalavrasBy Tenacidade das Palavras19/02/20251 comentário2 Mins Read
    Colono Preto, Basta!
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    I

    Moçambique,

    a ferro e fogo,

    país da impunidade,

    país das injustiças.

     

    Colono preto, Basta!

    Basta! colono preto.

     

    Semeaste terror, luto

    e dor,

    no coração do povo,

    silenciaste muitas vozes,

    tiraste muitas vidas e

    roubaste muitos sonhos.

     

    Sinto na minha pele,

    na minha carne, e na minha alma,

    as mazelas provocadas

    pela colonização do preto como eu,

    O diabo preto, superou o diabo branco.

    II

    Basta! a nova colonização.

    Basta! colono preto.

    Colono preto, Basta!

    Basta! o neocolonialismo.

     

    Tu és o grande dragão vermelho,

    com três cabeças: o poder legislativo,

    executivo e judiciário,

    e três chifres: as forças de defesa,

    a polícia e a impresa.

    E uma coroa em cada cabeça:

    os cobardes lambe-botas.

    III

    Colono preto, Basta!

    Basta! colono preto.

     

    Moçambique,

    nação desigual,

    onde hoje reina a morte,

    a fome, a miséria, e o ódio,

    a falsa ordem, a barbárie,

    as desigualdades e a desvalorização

    dos indivíduos.

    Onde ficam

    os direitos humanos?

     

    Quanto vale

    a vida humana?

    Quem é dono

    do país?

    O país é propriedade

    de todo o povo moçambicano.

     

    Julgas-te o dono e senhor

    do país,

    despota

    independentista, filho ingrato

    da pátria amada.

    Culpas o colonialismo europeu,

    pela tua desgovernação.

     

    É triste ver a nação,

    mergulhada nesta turbulência

    profunda.

     

    O que mais me revolta,

    é o sangue do povo derramado

    no nosso solo pátrio.

     

    O futuro de uma nação inteira

    acorrentado pela ditadura do voto,

    pela democracia ditatorial.

     

    IV

    Colono preto, Basta!

    Basta! colono preto

     

    A mãe moçambicana chora,

    lágrimas em tons de pátria,

    pela vida dura deste povo.

     

    Eu chorei Cistac,

    Amurane, e Daviz Simango.

     

    Hoje, choro Azagaia, Hortêncio Langa,

    Elvino Dias e Paulo Guambe,

    a seiva da árvore moçambicana.

     

    Todo o meu peito,

    sente as dores do país,

    do passado e do presente,

    o desejo de liberdade

    sufocado pelo regime.

    Colono preto, Basta!

    Basta, colono preto.

     

    V

    Eu tenho um sonho,

    sonho a verdadeira democracia

    e liberdade,

    sonho um Moçambique,

    verdadeiramente libertado.

     

    Desperta

    Moçambique,

    Do zumbo ao índico,

    Do rovuma ao Maputo,

    Desperta

    para a revolução,

    Desperta

    para união,

    Surge et Ambula

    minha pátria amada,

    Soberano é o povo.

     

    Por Morgado Mbalate

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    1 comentário

    1. Ana Maria Sele on 21/02/2025 11:01 am

      Basta colono preto
      Que Deus tenha misericórdia de Moçambique

      Reply
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