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    Home»Ensaio»Crime nas Correntes d’escrita: do proibido ao publicado
    Ensaio

    Crime nas Correntes d’escrita: do proibido ao publicado

    Tenacidade das PalavrasBy Tenacidade das Palavras17/05/2025Updated:17/05/2025Sem comentários2 Mins Read
    Crime nas Correntes d'escrita
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    Li recentemente o polémico livro que prometia uma acção judicial “crime nas correntes d’escrita” do prémio Camões,  Gemano Almeida, do qual já havia lido a sua trilogia do Mindelo.

    Quando recebi o e-book fiquei tanto empolgado que o li numa sentada, sim, pouco menos de vinte e quatro horas, e já havia terminado de ler quase uma centena e tal de páginas deste thriller, curioso em saber o que lá havia de controverso.

    O livro ficciona um alegado crime (do inesperado roubo do manuscrito do insigne escritor Mário Zambujal) ocorrido durante um festival literário “Corrents d’ Escrita”, na Póvoa de Varzim. E durante a leitura, lembrei-me de “Os vivos e os outros” do Agualusa, de narrativa ambientada na Ilha de Moçambique, onde vários escritores ficam isolados por uma tempestade durante um festival literário.

    Em “crime nas correntes de escrita” 148 escritores são suspeitos desta ignóbil acção. Os confrades Sherlock Holmes, na pessoa do escritor Aurelino Costa e coadjuvado pelo Dr. Waston, o escritor  Germano Almeida, partem em busca do salafrário que se atreveu a cometer uma tal indignidade nessa Arca de Noé, que são os festivais literários, antes impoluto.

    Os festivais literários se transformaram em moderno “Arca de Noé” onde escritores constroem suas relações interliterários.  E esta brincadeira que Germano apronta com os seus confrades não passa de uma homenagem à instituição de Correntes  d’ Escrita e aos laços que se tem cultivado entre os confrades durante o festival.

    E finda a leitura na última página, não achei nada de desagradável que merecesse tal acção judicial. O, talvez,  único opróbrio é a peremptória acusação de escritores ultramarinos, sendo indivíduos mestiços os mais propensos ao cometimento de crimes como os principais salafrários desta ignóbil façanha.

    Em suma, é uma pura ficção, numa escrita de um simples divertimento, afinal de contas não houve nenhum crime, tudo não passa de uma palhaçada para construir uma narrativa quando há vontade, e Germano Almeida diverte-se com os seus confrades que sucessivamente são convidados a participar do festival de Póvoa de Varzim.

    Sahane, 15 de Maio de 2025

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